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Uma iniciativa recente da Nasdaq, bolsa de valores que lista principalmente empresas de tecnologia e é o segundo maior mercado acionário do planeta em capitalização de mercado, é mais uma evidência da longa marcha das criptomoedas em direção ao mainstream financeiro.

Em um comunicado à imprensa, a Nasdaq comunicou que criou uma unidade de ativos digitais. Para liderá-la, contratou Ira Auerbach, que dirigiu o serviço especial de corretagem da Gemini, uma plataforma de criptomoedas na qual exerceu outras funções de liderança.

De acordo com Paul Cohen, Vice-presidente Executivo da Nasdaq e Diretor de Mercados Norte-Americanos dela, a quem Auerbach estará subordinado, a instituição conta com uma marca na qual se deposita muita confiança. Muito porque possui experiência de grande sucesso como fornecedora de tecnologia para atuação nos mercados globais.

Por isso, argumenta Cohen, a Nasdaq está em muito boa posição para auxiliar os investidores institucionais a saciar demanda – crescente entre eles – por ativos digitais.

Nasdaq vai priorizar segurança e integridade no trato com as criptomoedas

O comunicado da Nasdaq observa que, para a concretização do potencial dos ativos digitais é necessário manter a integridade do espaço digital, o que é um grande desafio. Em 2021, a lavagem de dinheiro usando criptomoedas foi 30% superior à do ano anterior, alcançando a cifra de US$ 8,3 bilhões.

Para ajudar a combater e prevenir este tipo de atividade, a Nasdaq aprimorou seu arsenal de tecnologias contra crimes financeiros e expandiu-o para cobrir melhor o espaço das criptomoedas.

Com isso, concentra os seus esforços nesse campo o conjunto de produtos e serviços de detecção de fraudes, lavagem de dinheiro e abuso do mercado oferecidos pela Nasdaq a seus clientes. Independentemente se eles envolvam ativos tradicionais ou digitais.

Adena Friedman, que preside a Nasdaq, afirma que a nova divisão construirá sobre o trabalho que a instituição já fez para servir o ecossistema de ativos digitais. Na opinião dela, a tecnologia subjacente a esse ecossistema tem potencial para, a longo prazo, transformar os mercados.

Para isso, explica, a Nasdaq adotou como foco fornecer soluções com grande integridade, liquidez e transparência para os investidores institucionais.

Unidade de ativos digitais da Nasdaq começa oferecendo serviço de custódia de criptomoedas

Inicialmente, a unidade de ativos digitais da Nasdaq oferecerá um serviço de custódia que pretende combinar expansibilidade, acessibilidade e segurança. Segundo uma matéria do site Bloomberg, especializado em finanças, a Nasdaq está aberta a parcerias com empresas do universo cripto, mas não tem, no momento, nenhum plano para a realização de aquisições.

Outro exemplo recente de marca importante do setor financeiro que decidiu avançar consideravelmente nas cripto finanças é dado por um anúncio feito no mês passado pela BlackRock, que é a maior empresa de gestão de ativos do mundo.

Ela decidiu franquear a seus clientes institucionais o acesso a criptomoedas. Com esse fim, entrou em parceria com a plataforma de negociação de criptomoedas Coinbase.

Aladdin, a plataforma de gerenciamento de investimentos da BlackRock, através da qual poderá ser feita a compra de criptomoedas, atende a mais de 200 investidores institucionais, por exemplo, gestores de ativos, fundos de pensão, seguradoras, bancos e instituições oficiais.

Também em agosto deste ano, a empresa responsável por processar quase todas as transações no mercado acionário americano, Depository Trust & Clearing Corp., anunciou que estava testando uma rede de blockchain própria, a qual, espera, será capaz de acelerar o processamento de transferência de ativos tradicionais como ações.

Criptoativos são um investimento de alto risco e podem não ser indicados para novatos.

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