Com a inauguração de um novo campus da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong (Hong Kong University of Science and Technology – HKUST) na cidade de Guangzhou, a instituição de ensino vai estabelecer uma sala de aula híbrida baseada no Metaverso.

O objetivo é integrar os alunos dos campi e dar o primeiro passo para desenvolver um campus inteiro neste cenário de realidade virtual imersiva. O lançamento do projeto-piloto de sala de aula no Metaverso está previsto para acontecer ainda este ano, no dia 1° de setembro.

A inovadora proposta da Universidade pretende mitigar restrições geográficas em um ambiente de aprendizado que vai muito além da experiência de duas dimensões das aulas por videoconferência, vivenciadas pelos alunos durante as restrições impostas pela pandemia de coronavírus.

As aulas adaptadas de forma emergencial acabaram expressando pouco engajamento pelos alunos diante da falta de interatividade. Segundo Pan Hui, professor da HKUST, a experiência dos alunos com a plataforma Zoom era similar a uma experiência em apenas duas dimensões, sendo que, através da realidade virtual, a sensação de presença na sala de aula é muito mais impactante.

O professor ainda frisa que a interação entre os alunos é muito importante para o processo de aprendizagem.

Para tornar o projeto realidade, a instituição fará investimentos em salas de aula equipadas com dispositivos de realidade virtual, sensores, câmeras e tudo aquilo que for necessário para uma verdadeira experiência imersiva dos alunos. Além das aulas, o ambiente imersivo poderá sediar eventos da Universidade, incluindo colações de grau, com a possibilidade de emissão de certificados de conclusão na forma de NFTs.

O Vice-presidente de avanços institucionais da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong, Wang Yang, é categórico ao afirmar que o Metaverso veio para ficar. Yang afirmou que é necessário pensar no futuro e que o ambiente universitário deve ser um “líder de ideias”, não podendo apenas seguir exemplos de outros, mas sim, “ser pioneiros”.

O investimento cada vez mais notório de instituições oficiais — e tradicionais — em ambientes baseados no Metaverso demonstram a ascensão deste complexo ecossistema.
O conceito que circunda o Metaverso, cada vez mais presente no imaginário coletivo e cada vez menos abstrato, envolve, basicamente, a criação de ambientes cujas palavras de ordem são a imersão e a interatividade.

A ressignificação tecnológica proposta pelo Metaverso tem sido força motriz de investimento, intelectual e financeiro, em diversas áreas necessárias à consolidação de realidades virtuais. São inúmeros os setores envolvidos, desde empresas de comunicação, de infraestrutura de computação em nuvem até fábricas de dispositivos eletrônicos.

Ao que tudo indica, a criatividade é o limite. O engajamento de instituições tradicionais e governamentais em relação às possibilidades do Metaverso seguem a previsão de especialistas de que a tendência de crescimento do respectivo mercado será orgânica. Futuramente o investimento se dará menos em infraestrutura e mais diretamente para a produção de conteúdo e construção de ambientes alternativos.

Quem sabe, em breve veremos cursos de graduação voltados para as futuras profissões demandadas pelo novo mercado estabelecido a partir da consolidação do Metaverso, o qual, segundo especialistas, pode movimentar trilhões de dólares.

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