Quando tinha 15 anos, Ellis Pinsky idealizou uma operação de hack no valor de US$ 23,8 milhões. Nos anos que se seguiram, ele concedeu poucas entrevistas e continua sendo um personagem muito enigmático. No entanto, seus hacks nunca perderam notoriedade e agora a imprensa americana o apelidou de “The Baby Al Capone”.

Pinsky cresceu como parte de uma família de classe média relativamente abastada. Seus pais emigraram da União Soviética para os Estados Unidos e, quando ele tinha 11 anos, a família mudou-se da aglomeração urbana do Upper East Side de Nova York para o subúrbio de Irvington.

O primeiro interesse de Pinsky em hacking surgiu quando ele tinha 12 ou 13 anos, e alguém lhe perguntou “Como está Irvington?” enquanto falava em um chat. Entender que os endereços IP não eram anônimos e podiam ser rastreados o fascinou — ele sentiu que poderia usar a internet para exercer um poder real, se entendesse como ela funcionava.

A esta altura, ele tinha construído uma rede de jogadores on-line conhecidos por seus pseudônimos e avatares. Uma dessas pessoas era uma conta que levava o nome de Ferno e tinha um logotipo Bitcoin como seu avatar.

Ferno o ensinou sobre os ataques DDOS e o ISP doxxing, uma forma de “hacking social” em que se liga para um provedor de serviços de internet e lhes pede que revelem informações sobre si mesmos. Embora relutante no início, Ferno apresentou Pinsky ao mundo sombrio do crime cibernético e das comunidades de hacking on-line.

Autodidata e persistente

Pinsky logo reconheceu que havia muito mais a aprender com Ferno e com todos os programadores, codificadores e hackers. Mas para se sobressair, ele teria que fazer isso de forma autodidata.

“Sempre fui um autodidata, sempre fui muito persistente”.

As comunidades de hacking online animaram Pinsky. Ali estavam muitos homens jovens e a maioria parecia ter bastante dinheiro para as suas idades. Pinsky aperfeiçoou constantemente suas habilidades e acumulou mais e mais notoriedade até que, aos 14 anos de idade, estava confiante que seria capaz de hackear qualquer um.

A ascensão do SIM-swapping apresentou uma oportunidade para Pinsky e seus amigos hackers. Moedas digitais como Bitcoin estavam em alta e se tornavam cada vez mais populares. Two Factor Authentication s (2FA) estava se tornando mais comum à medida que as exchanges procuravam proteger seus usuários contra hackers – mas não os protegia contra Pinsky.

Em 2018, alguém chamado Harry procurou o Pinsky para perguntar se ele seria capaz de direcionar o telefone de um indivíduo específico, com o objetivo de acessar a carteira de criptoativos. A vítima em questão era Michael Terpin, um multimilionário que investiu pesadamente no mercado de criptomoedas.

Pinsky e as senhas do multimilionário Terpin

Uma vez que Pinsky conseguiu redefinir seu e-mail e fazer uma nova senha, ele conseguiu encontrar muitas coisas interessantes: havia vários e-mails para Terpin sobre criptomoedas, mas a princípio ele não conseguia encontrar uma maneira de tirar nada.

Isso até que ele encontrou um arquivo intitulado “senhas”, com uma lista de chaves privadas para carteiras de propriedade e controladas por Terpin. Neste ponto, Pinsky percebeu que tinha que agir rapidamente: não havia dúvida de que Terpin logo perceberia que seu e-mail tinha sido hackeado.

Pinsky afirma que as carteiras tinham mais de US$ 900 milhões em criptoativos, embora nem tudo isso pudesse ser acessado porque precisavam de mais signatários em um multi-sig. Terpin contesta a fortuna em torno de US$ 900 milhões e a imagem que, segundo ele, foi fabricada por Pinsky para fazer com que o hack parecesse menos devastador.

Finalmente, Pinsky encontrou um token chamado Triggers (TRIG). Inicialmente, ele acreditava que os 3 milhões de TRIG não valeriam nada, já que nunca havia ouvido falar do token antes. Ao verificar o desempenho de TRIG no banco de dados de CoinMarketCap, a surpresa foi descobrir que os tokens estavam avaliados em cerca de US$ 7 cada.

Ainda adolescente, Pinsky estava prestes a ganhar US$ 24 mi em criptomoedas. O hack perfeito?

Quase perfeito seria a resposta. As moedas de alta liquidez como a TRIG, comercializadas principalmente em bolsas centralizadas (em 2018 não havia Uniswap), não são tão fáceis de se desfazer. Pinsky não poderia vender todos esses tokens sozinho. O adolescente procurou pessoas no Twitter, perguntando se alguém tinha uma conta no Binance.

Uma vez que encontrou seis ou sete pessoas, ele enviou o TRIG a elas em lotes e solicitou que a vendessem por Bitcoin e depois lhe enviassem o Bitcoin (menos US$20k-$50k por seus serviços).

Estratégia confusa levou à queda dos preços

Os 3 milhões de TRIG sob seu controle representavam cerca de 10% do fornecimento total, de modo que o preço foi completamente destruído uma vez que ele acabou de vender. Não apenas isto, mas muitas das pessoas a quem ele enviou o TRIG nunca lhe enviaram o Bitcoin.

Em um desses casos, um hacker conhecido como @erupts foi encarregado de negociar US$ 500k para uma transação de teste que ele completou e, depois disso, mais US$ 1 milhão. Foi a última vez que Pinsky teve contato com @erupts.

Ainda assim, ao final da operação, Pinsky tinha ganho 562 Bitcoin, cerca de US$ 10 milhões. No início, pouco mudou em sua vida. Preocupado que o FBI pudesse arrombar sua porta a qualquer momento, embora isso nunca aconteceu, ele precisou de tempo para se sentir menos ansioso.

Um e-mail para a mãe e o sonho acabou

Certo dia em 2020, a mãe de Pinsky recebeu um e-mail do advogado de Terpin explicando a situação. Em sua defesa, o jovem explicou que fazer parte de uma cultura do jogo significava que ele havia se afastado dos efeitos de suas ações, e não se deu conta dos danos que elas haviam causado.

Pinsky devolveu 562 Bitcoin, e US$ 100 mil que ele guardava em um cofre debaixo de sua cama. Na época em que o Bitcoin foi devolvido, em 2020, valiam cerca de US$ 2 milhões. Terpin queria muito mais, e acreditava que tinha direito a danos além da quantia que havia sido roubada, mas isso não aconteceu. A idade de Pinsky na época do crime e sua cooperação com a polícia depois disso significou que ele recebeu uma pena bastante favorável.

Hacks não são incomuns no mundo das criptomoedas e é importante lembrar a importância da guarda segura de seus bens. O erro de segurança de Terpin custou-lhe dezenas de milhões, e ele se julgava um investidor profissional.

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