mineração de bitcoins solar

O processo pelo qual novos Bitcoins são colocados em circulação é chamado de mineração de bitcoins, por analogia com o trabalhoso esforço para extração de metais como ouro e prata.

A mineração de bitcoin envolve o uso de sofisticado e caro hardware para resolver complexos problemas matemáticos, os quais vão ficando mais complexos à medida que a quantidade de Bitcoins em circulação aproxima-se do limite máximo de 21 milhões de unidades. Essa é uma proteção embutida no protocolo da moeda para protegê-la do risco de expansão exagerada de sua oferta.

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Redução do custo da mineração é essencial durante queda no preço de criptomoedas

A acentuada desvalorização do Bitcoin, que perdeu quase metade do seu valor desde julho do ano passado, reduziu consideravelmente o incentivo da mineração da criptomoeda. Pois, um dos maiores custos associados a ela é o energético.

Segundo o Cambridge Center for Alternative Finance (CCAF), o Bitcoin consome anualmente 110 TWh, pouco mais de 0,5% da produção global de energia, mais do que a Suécia. Embora transações envolvendo a moeda também despendam eletricidade, a maior parte do gasto acontece na mineração.

Pelas razões expostas acima, tem despertado muito interesse a iniciativa da mineradora de Bitcoins Aspen Creek Digital, que anunciou ter entrado em operação sua instalação no oeste do estado americano do Colorado, a primeira do mundo a ser abastecida por uma fazenda de energia solar.

Energias renováveis podem ser caminho para o futuro da mineração de Bitcoins

Um dos pontos positivos da mineração de Bitcoins apontada em defesa da atividade é justamente a versatilidade que permite que seja localizada em áreas onde possa usar abundante energia renovável disponível, por exemplo, a energia hidrelétrica em hubs de mineração chineses ou as energias geotérmica e hidrelétrica na Islândia, ou então usar fontes de energia produzidas em excesso como o gás natural criado na extração do petróleo, que, em condições normais, seria liberado na atmosfera sem ser usado.

A operação mineradora no Colorado recorre ao hardware de mineração da série Antminer S19. A produção de energia da fazenda que as abastece é, no momento, de 6MW. O data center da mineradora, com o qual ela espera futuramente prestar serviços computacionais a outros empreendimentos, conviverá com um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de 7000 metros quadrados.

A Aspen Creek Digital conseguiu levantar capital para aquisição de transformadores e dispositivos de manobra (conjuntos de dispositivos de proteção de circuitos elétricos como fusíveis e disjuntores) suficientes para lidar com uma potência de até 240 MW.

A CEO da empresa, Alexandra Da Costa, explicou ao site CoinDesk, especializado em economia cripto, que a empresa queria assegurar-se de que teria a infraestrutura necessária para a primeira fase de seu plano e dispõe agora de mais do que o suficiente.

Tendência é de expansão de mineradoras solares de Bitcoins

O site também ouviu Amanda Fabiano, diretora de mineração da Galactic Digital, que também fará uso do data center em questão para mineração de Bitcoins. Para Fabiano, uma fase de mercado em baixa é a ideal para construir uma operação e que fazer isto bem é mais importante do que as condições reinantes no mercado no momento.

Gráfico mostra a desvalorização do Bitcoin no ano

Ela também observou que usualmente mineiros buscam levantar capital para só depois tentar encontrar um local de operações adequado e uma fonte de energia. Ela afirma que a decisão de Da Costa de inverter a ordem habitual e colocar as necessidades de infraestrutura do empreendimento em primeiro lugar é especial.

Além do espaço no Colorado, a Aspen Creek Digital também está preparando instalações de mineração no Texas, a primeira das quais deve entrar em operação ainda no verão deste ano (inverno no Hemisfério Sul).

Apesar de ser abastecida de energia pelo Sol, a instalação texana estará ligada à rede elétrica do estado, à qual poderá vender excedentes de eletricidade que forem produzidos.

Há outros atores interessados em explorar a energia solar como base energética para a criação de bBitcoins. Por exemplo, Blockstream e Block acabaram de fechar um acordo com a Tesla para usar baterias e uma instalação produtora de energia solar pertencentes a esta última para abastecer de eletricidade a instalação de mineração que estão criando no Texas.

É possível que toda essa atenção dedicada a inovações na mineração de bitcoins seja um prenúncio da volta da criptomoeda às boas graças do mercado. Só o tempo dirá.

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