Depois de passar por um período turbulento e com a maior volatilidade do ano, parece que as ações dos Estados Unidos começaram a demonstrar sinais de uma significativa recuperação. Os índices futuros apresentaram alta, com ascensão do Dow Jones em 1,58%, do S&P 500 em 1,75% e do Nasdaq 100 em 1,77%. Mesmo assim, riscos de recessão não estão descartados.

Com o aumento da inflação e das taxas do Federal Reserve – sistema bancário central dos EUA que, recentemente, surpreendeu ao anunciar a taxa de juros em 0,75 ponto percentual para uma faixa de 1,5% a 1,75% –, o mercado americano, assim como o europeu e alguns mercados asiáticos – exceto pelo índice Shangai SE, na China, que teve baixa liquidez – voltaram a ser negociados em alta.

Essa recuperação já apresenta, inclusive, seus reflexos diretamente no mercado de criptoativos, como se pode ver no caso do preço do Bitcoin, que voltou para a casa dos 21 mil dólares após queda histórica ocorrida na última semana.

O investimento em ações pode não ser adequado para investidores novatos, que podem perder o total do valor investido.

Projeções do Federal Reserve para o futuro e seu impacto no mercado de ações

O Federal Reserve – Fed anunciou suas projeções das taxas de juros para os próximos anos. Segundo a média, apesar da previsão de 1,9% no mês de março, este ano a taxa de juros será encerrada em, aproximadamente, 3,4%. Os integrantes do Fed estão considerando que haja um aumento de, no mínimo, 3% para o ano de 2022.

Sobre as projeções do Fed, o Infomoney trouxe a análise que Ronald Temple, chefe de ações dos EUA na Lazard Asset Management, fez à CBC, na qual ele diz que:

O Fed acertou em cheio. Reconhecendo que aumentar mais agora significa menos depois, o Fed demonstrou sua determinação em domar a inflação sem prejudicar o emprego. Enquanto alguns defendiam um aumento ainda mais acentuado, o Fed entendeu que o aumento de juros já leva os EUA a um território desconhecido com riscos significativos para o crescimento. A alta de hoje enviou exatamente a mensagem certa aos mercados.
 

Termômetro do mercado de ações dos Estados Unidos, reflexos no Brasil e possibilidade de recessão

O Jornal Valor Econômico publicou uma análise da pesquisa realizada pelo Modalmais sobre o Termômetro de Mercado no contexto atual, que envolve a guerra na Ucrânia e, também, o cenário causado pela pandemia de Coronavírus, já que tudo isso reflete diretamente na situação econômica dos Estados Unidos, com o aumento dos juros para conter a alta dos preços.

Conforme a pesquisa, ao serem questionados, os gestores de fundos de renda fixa informaram enxergar a Bolsa de forma neutra. Por outro lado, no que se refere aos ativos de renda fixa ligados aos juros, inflação e crédito privado, os entrevistados se mostraram mais otimistas. Quando o assunto versa sobre outros ativos, como o dólar e o índice S&P da Bolsa norte-americana, a pesquisa concluiu que:

O dólar mostrou cerca de 35% de respostas neutras contra 65% otimistas, mesmas respostas registradas em relação ao ouro. O índice S&P, da Bolsa norte-americana, só teve respostas neutras. Por fim, títulos atrelados aos juros nos Estados Unidos tiveram cerca de 35% de pessimismo contra 65% de neutralidade.
 

Apesar dos sinais de recuperação apresentados pelas ações dos Estados Unidos, especialistas não descartam a possibilidade de recessão e alertam para o crescente risco de contração econômica. Esse alerta surge à medida que autoridades do Banco Central demonstram que estão dispostas a sacrificar o crescimento econômico em troca da estabilidade dos preços.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária – COPOM anunciou o aumento da taxa Selic, no total de 0,5 ponto percentual, para 13,75% e o Ibovespa, em razão da alta no preço dos combustíveis, encerrou a última semana com uma queda de -5,4% abaixo dos 100 mil pontos.

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