Mesmo com alguns anos de existência, há quem diga que o mercado das criptomoedas está apenas começando. Recentemente, uma das criptos mais conhecidas, o Bitcoin, sofreu uma queda histórica de preço, passando a ser alvo de críticas, principalmente por parte de investidores menos experientes.

Na semana passada, o preço do Bitcoin chegou a menos de US$ 20 mil, uma queda realmente histórica. Apesar da aparente perda de força e do aumento da taxa de juros dos Estados Unidos, o preço do Bitcoin voltou a subir. Será que ele está realmente morto?

Gráfico com preço do Bitcoin nos últimos seis meses

O investimento em criptoativos pode não ser adequado para investidores novatos, que podem perder o total do valor investido.

O Bitcoin no contexto mundial

Por ser um ativo digital, o preço Bitcoin não está imune a tudo que acontece no mundo.

Fatores como o aumento do Índice de Preços do Consumidor; a suspensão de todas as retiradas das criptomoedas de grandes plataformas de criptomoedas, como a Celsius Network e a Binance; a alta do preço do petróleo; a guerra na Ucrânia; a inflação generalizada e a cada vez mais alta taxa de juros nos Estados Unidos e na Europa, são alguns exemplos de interferências no valor atribuído à cripto.

É normal que investidores e traders, especialmente aqueles com menos experiência no mercado, questionem o futuro das criptomoedas e tenham receio de realizar aplicações em negócios sujeitos a uma maior volatilidade.

Não se descarta a possibilidade de que ocorram algumas perdas, mas o que se deve ter em mente é que a recessão pode preceder uma nova alta no preço do Bitcoin, o que tornaria este um ótimo momento para comprar BTC e investir em ativos digitais.

No entanto, talvez seja necessária muita paciência diante da possibilidade de se tratar de um investimento a longo prazo. Ainda assim, pode valer a pena!

Saiba qual é o melhor momento para comprar BTC

Historicamente falando, costuma ser um bom negócio comprar Bitcoin no momento em que todos acreditam que ele está morto. Mesmo passando por uma espiral descendente, a criptomoeda, que já morreu mais de 40 vezes só no ano de 2021, pode ser um investimento promissor, especialmente para quem pretende acumulá-la em vez de utilizá-la como moeda de troca.

Quem investe em ativos digitais por mais tempo, por força da experiência, costuma movimentar seus Bitcoins em períodos como esse, que precedem uma alta ou mesmo um novo ciclo de mercado.

Além disso, durante períodos de recessão, o que se observou foi um aumento da quantidade de carteiras digitais com mais de 10 BTC, algo comum em momentos de baixa de preço e que pode significar que novas pessoas estão entrando no mercado.

Nesse período, vale a pena ficar atento à métrica do hashrate — indicador de saúde da rede —, que indica a quantidade de poder computacional utilizado para a mineração de criptomoedas, como o Bitcoin. Isso significa que, quanto maior ou mais difícil de minerar, menos o ativo está sujeito a ataques.

Além disso, o hashrate mostra como está a competição do mercado, já que a dificuldade da rede é ajustada com a quantidade de mineradores.

Hashrate do Bitcoin nos últimos anos

Esse ano, a rede do Bitcoin alcançou patamares históricos no indicador hashrate e segue em ascensão, o que é considerado bastante interessante por especialistas que, dessa forma, pretendem demonstrar que a cripto continua sendo um investimento atrativo e seguro.

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