O potencial de amplitude e inclusão financeira proporcionado pelos ativos digitais, principalmente em transações internacionais, despertou o interesse de uma das maiores plataformas de serviços financeiros digitais do mundo.

A Nubank informou que vai investir em criptomoedas, que são, nas palavras de David Vélez, cofundador da startup brasileira, verdadeiros fenômenos disruptivos do sistema financeiro mundial.

Em entrevista ao Valor Econômico, jornal de economia, finanças e negócios, David Vélez declarou que o Nubank decidiu aplicar até 1% de seu caixa em ativos digitais, patamar a ser alcançado aos poucos, por considerar que o investimento em cripto pode aumentar a inclusão e reduzir os custos de transferências.

Apesar de ainda ser uma tecnologia nova e que envolve alguns riscos, após análise dos tokens disponíveis no mercado, a opção da fintech foi lançar uma plataforma para negociações em duas criptomoedas, Ethereum e Bitcoin.

O investimento em criptoativos pode não ser adequado para investidores novatos, que podem perder o total do valor investido

Cofundador do Nubank fala sobre a regulamentação das criptos

 Sobre o movimento de regulamentação das criptomoedas, David Vélez afirmou, em sua entrevista ao Jornal valor Econômico, que sua visão é de que isso pode ter, ao mesmo tempo, pontos altos e baixos:

Tem o risco de o pêndulo ir demais e aí basicamente tirar o oxigênio de uma das tecnologias mais interessantes que existem hoje no mundo e que pode trazer valor para a sociedade. Tem muita ineficiência no setor financeiro, é muito caro transferir dinheiro de um país para outro, os juros são muito altos. É uma tecnologia que fundamentalmente pode a inclusão financeira e reduzir o custo de serviços financeiros globalmente. Tem esse potencial.

O cofundador da startup entende que a regulamentação formaliza um mercado que já existe há muito tempo, mas também que, caso seja excessiva, pode colocar um fim em toda a inovação proporcionada pelos ativos digitais.

A adesão do Nubank às criptomoedas e as promessas para os próximos anos

Para a startup, o investimento realizado em cripto é, também, uma forma de manter a instituição alinhada aos correntistas do banco, já que os ativos digitais estão cada vez mais presentes nas transações financeiras, principalmente internacionais.

O Nubank pretende manter o foco de investimentos em criptomoedas nos próximos anos, com a promessa de, aos poucos, direcionar o patrimônio do banco aos ativos digitais. Por isso, já conta com equipes de trabalho cada vez mais envolvidas em projetos referentes à criptomoedas e blockchain.

Com anos de experiência como CEO e cofundador do Nubank, Vélez tem uma visão positiva sobre a realização de investimentos a longo prazo em Bitcoin. Acredita que a criptomoeda, apesar de ser um ativo sujeito à variação, pode trazer muitos benefícios aos seus investidores, já que é um produto que desperta, há bastante tempo, grande interesse no mercado.

Notícias relacionadas


Permaneça conectado

Junte-se a mais de 100.000 de seus colegas e receba nosso boletim informativo semanal que apresenta as principais tendências, notícias e análises de especialistas para ajudar a mantê-lo à frente da curva