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A temperatura do mercado de ativos de risco está cada vez mais baixa! Em mais um capítulo de ‘Inverno Cripto’, o Bitcoin (BTC) caiu abaixo de US$ 20 mil pela primeira vez desde 2020, no último dia 18 de junho, valor abaixo da máxima do seu halving anterior pela primeira vez na história.

São diversos os fatores que configuram essa agitação no mercado de criptomoedas em 2022. Antes de falar sobre isso, vamos entender o que é ‘inverno cripto’.

O investimento em criptoativos pode não ser adequado para investidores novatos, que podem perder o total do valor investido

O que é Inverno Cripto ou Crypto Winter?

‘Inverno Cripto’ é o nome dado à fase de forte desvalorização das criptomoedas, etapa que faz parte de um contexto mais amplo.

Crypto Winter, como é chamado em inglês, é o que ocorre depois da fase conhecida como halving, que é quando o volume de mineração da criptomoeda cai pela metade.

Quando isso acontece, a expectativa é de que o mercado fique mais aquecido, motivado pelos preços baixos, impulsionando sua valorização posteriormente.

Criptomoedas e suas estações: entenda o cenário atual

Queda nos preços das criptomoedas, crises de liquidez, demissões. Afinal, como e por que isso está acontecendo agora?

Alguns analistas defendem que o efeito dominó começou no início do ano de 2022. A inflação nos Estados Unidos, que é o maior mercado mundial de criptomoedas, pressionou bastante o mercado global. Porém, não se pode ignorar a inflação e elevação das taxas de juros no mundo todo e, claro, o conflito Rússia-Ucrânia.

Ainda em janeiro, o token Luna, uma das criptomoedas de maior destaque no segundo semestre de 2021, teve desvalorização de 20% após o escândalo da denúncia do tesoureiro da Wonderland.

Desde o início de maio, as ondas de queda que balançam o mercado de criptomoedas deixaram o mercado de ações ainda mais desafiador de navegar, principalmente pelos papéis de tecnologia.

Teve ainda o colapso de TerraUSD e Luna que agitaram o mercado e, não faz muito tempo, a altcoin Ethereum (ETH) caiu abaixo de US$ 1 mil pela primeira vez desde dezembro de 2021.

Como efeito-resposta, Binance e Babel Finance são alguns exemplos de empresas que congelaram saques alegando pressões de liquidez, acúmulos de retiradas e condições extremas no mercado.

Por causa disso, demissões no mercado de criptomoedas dispararam. Coinbase, Crypto.com e Gemini, algumas das maiores exchanges internacionais, assim como Mercado Bitcoin, a maior brasileira, congelaram contratações e realizaram demissões início de junho.

Não é o primeiro e não será o último

O primeiro ‘inverno cripto’ que se tem registro aconteceu em 2018, época em que o Bitcoin (BTC) chegou a perder mais da metade do seu valor de mercado. Para se ter uma ideia, de 2017 a 2018, o Bitcoin teve uma queda de 83%. Ethereum (ETH) e Litecon (LTC) também despencaram.

Mas, o verão veio!

Os bancos centrais mundiais, incluindo o Federal Reserve, injetaram bilhões em ativos como Blockchain, criptomoedas e NFTs (Tokens Não-Fungíveis), por exemplo, a taxas de juros quase nulas.

De janeiro de 2019 a novembro de 2021, o Bitcoin (BTC) teve uma valorização de 1.900%, chegando a U$S 68 mil. A Ethereum (ETH), até então segunda maior criptomoeda do mercado, valorizou 4.300% no mesmo período.

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Gráfico mostra a volatilidade do Bitcoin (BTC) no período de um ano, até 19 de junho de 2022.

No começo desse ano é que os sinais do ‘Inverno Cripto’ começaram a se manifestar, principalmente pela falta de liquidez nos mercados. Isso, sem dúvida, pressiona e acaba afetando os ativos mais especulativos com mais velocidade.

É um ciclo: alta histórica, forte liquidação e inverno, mas, os analistas reforçam que isso não significa que quem comprou Bitcoins (BTC) no ano passado não vá perder nada.

O que se esperar a partir de agora?

Nessa montanha-russa, é difícil fazer qualquer tipo de previsão assertiva. Ainda assim, a maioria dos analistas confia que as criptomoedas mais fortes vão resistir bem como as empresas mais robustas e que já vêm se preparando de invernos passados.

Como sempre, observamos dois tipos de investidores: os mais impulsivos, que compraram ativos no calor do momento e agora querem vender; e aqueles que gostam dos períodos de baixa e aproveitam para comprar mais, acreditando na virada de jogo a longo prazo como oportunidade de ganhar.

“Nenhum inverno dura para sempre; nenhuma primavera pula sua vez”. A frase de Hal Borland, jornalista e ambientalista norte-americano, traz um alento em meio à crise econômica nos ativos digitais.

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